Stéréotypes de genre

Une ressource pour les professionnelles de l’information sportive

  • Lucie Schoch
##plugins.pubIds.doi.readerDisplayName## https://doi.org/10.25200/SLJ.v8.n2.2019.400

Résumé

 
 
FR. Cette étude s’intéresse aux interactions des femmes journalistes de sport de la presse romande avec leurs sources masculines. Les femmes journalistes de sport évoluent dans l’un des univers journalistiques les plus masculins, tant du point de vue de la présence des femmes dans la profession (13% seulement dans la presse romande malgré une récente féminisation) que de l’objet médiatisé. S’appuyant sur des observations réalisées dans deux quotidiens romands et 25 entretiens biographiques, l’étude montre que, face à des pratiques de terrain identifiées comme masculines, les femmes journalistes de sport mobilisent la féminité et certains stéréotypes qui lui sont associés dans leurs interactions avec les sources. Journalistes polyvalentes, non expertes dans le domaine du sport, ce sont des contraintes de position qui les amènent à déployer de telles stratégies. Mais la mobilisation du genre comme ressource dans le travail de terrain relève aussi d’une « identité stratégique » pour la plupart. Jouant de l’assignation, elles tirent profit du fait d’être une femme et parviennent à recueillir des informations qu’elles jugent sincères et authentiques et qui leur permettent de développer une approche « féminine » de l’information sportive dont la qualité est reconnue au sein de la profession. Néanmoins, bien rares sont les femmes journalistes qui parviennent à modifier les rapports de pouvoir genrés au sein de leur rubrique et la mobilisation du genre comme ressource professionnelle se révèle en outre ambivalente. Elle contribue à minorer les compétences journalistiques des femmes et nuit à leur reconnaissance professionnelle dans l’univers sportif ainsi qu’à leur carrière dans le journalisme. 
 
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EN. This study focuses on the interactions of female sports journalists working in the Swiss-French daily press with their male sources. Female sports journalists work in one of the most male-dominated journalistic specialties, both in terms of the presence of women in the profession (only 13% in the French-speaking Swiss press, despite recent feminization) and in terms of media coverage. The study is based on observations of two daily newspapers and twenty-five biographical interviews, and demonstrates that, within this fieldwork identified as masculine, female sports journalists deploy femininity and stereotypes associated with it in their interactions with sources. Especially for non-disciplinary journalists (non-experts in the field of sports), vocational demands lead them to deploy such strategies. But mobilizing gender as a resource in their field work is also a “strategic identity” for most of them. In reversing the stereotype, they take advantage of being a woman and manage to gather information that they consider sincere and authentic and that allows them to develop a “feminine” approach to sports writing, whose quality is recognized within the profession. Nevertheless, very few women journalists manage to change the gendered power relations within their sector. Furthermore, the implementation of gender as a professional resource is ambivalent in that it also contributes to the underestimation of women's journalistic skills and undermines their professional recognition in the world of sports as well as their career in journalism.
 
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PT. Este estudo concentra-se nas interações de mulheres jornalistas de esporte da imprensa francesa com suas fontes masculinas. As mulheres jornalistas de esporte atuam em um dos universos jornalísticos mais masculinos, tanto do ponto de vista da presença de mulheres na profissão (13% somente na imprensa de língua francesa, apesar de uma recente feminização) quanto em termos de cobertura da mídia. Com base nas observações realizadas em dois diários franceses e em 25 entrevistas biográficas, o estudo mostra que, diante das práticas de campo identificadas como masculinas, as mulheres jornalistas de esporte mobilizam a feminilidade e certos estereótipos associados a elas em suas interações com as fontes. Jornalistas polivalentes, não especialistas no campo do esporte, são as restrições de posição que as levam a implementar essas estratégias. Mas a mobilização de gênero como um recurso no trabalho de campo também é uma « identidade estratégica » para a maioria delas. Ao desempenhar a tarefa, elas se beneficiam de ser uma mulher e conseguem coletar informações que consideram sinceras e autênticas e que lhes permitem desenvolver uma abordagem « feminina » das informações esportivas cuja qualidade é reconhecida dentro da profissão. No entanto, muito poucas mulheres jornalistas conseguem mudar as relações de poder de gênero dentro de suas rubricas e a mobilização de gênero como recurso profissional também é ambivalente. Contribui para subestimar as habilidades jornalísticas das mulheres e prejudica seu reconhecimento profissional no mundo do esporte e sua carreira no jornalismo.
 
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Publication
2019-12-20
Comment citer
SCHOCH, Lucie. Stéréotypes de genre. Sur le journalisme, About journalism, Sobre jornalismo, [S.l.], v. 8, n. 2, p. 30-45, déc. 2019. ISSN 2295-0729. Disponible à l'adresse : >http://www.surlejournalisme.kinghost.net/rev/index.php/slj/article/view/400>. Date de consultation : 21 oct. 2021 doi: https://doi.org/10.25200/SLJ.v8.n2.2019.400.